Eu tinha uns 16 anos, no máximo, mas jamais vou me esquecer... O nome dela era Daniela.
Daniela havia sido transferida para minha escola fazia apenas algumas semanas, mas levou somente alguns minutos para que tomasse de assalto o meu coração adolescente ( tudo bem, que não é preciso muito para se tomar de assalto um coração adolescente ).
Daniela e eu tinhamos muito em comum, gostavamos do mesmo estilo de música, gostavamos de futebol, odiavamos matemática, e também ambos eramos gordos.
Seguramente Daniela era uma das poucas garotas gordas, que de tão belas, conseguiamm passar sem grandes traumas pela adolescência, digo isso porque não quero ficar descrevendo cabelos, olhos, seios, e etc. transformando esse texto em uma homenagem para a garota.
Vou me adiantar para que o momento Anos Incriveis não se arraste por muitas linhas. Um certo dia, na festa de final de ano letivo do colégio, tomei coragem ( e também alguns goles de algo que não sei o que era, mas sei que tinha muito álcool ), e me declarei.
Ela me olhou com ternura, sorriu, segurou minha mão enquanto eu falava... para um garoto de 16 anos vazando testosterona pelas orelhas aquilo era o máximo!! Porém, quando eu terminei o meu discurso apaixonado, o desfecho não foi bem o que eu esperava... Não veio o beijo, o abraço, nem as juras de amor em retribuição às minhas, o que eu ouvi foi:
"- Desculpa, mas eu não fico com garotos gordinhos. Sabe, como eu ja sou gordinha, se ficar com você nós vamos chamar muita atenção!"
Aquela noite eu chorei. E aprendi uma grande lição, melhor chamar a atenção por ter um parceiro (a) tão gordo quando você, do que chamar a atenção pelo resto da vida por ser alguém que jamais teria a alma tão bela quanto o par de olhos azuis que tinha encravado na face...
Mas ainda sim, eram belíssimos olhos azuis!!
Abraços
domingo, 13 de dezembro de 2009
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